blog em português, dedicado a assuntos nórdicos
blog om Norden på portugisisk

terça-feira, maio 24, 2005

Tenerife, Youngstorget

Ontem fui com um amigo local ao único restaurante português de Oslo, o Tenerife (e sim, o nome é mesmo esse; tecnicamente falando, é um restaurante luso-espanhol). Comida portuguesa (incluíndo bolinhos de bacalhau, bacalhau à brás, e carne de porco à alentejana, e Sagres- mas não há Super Bock), preços noruegueses, e uns faditos do Rodrigo como música de fundo.

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quinta-feira, fevereiro 19, 2004

Sopa de bacalhau
Klippfisksuppe

Como mencionado anteriormente, o nosso querido presidente adorou a sopa de bacalhau que lhe foi servida em Ålesund, ao ponto, segundo o Aftenposten, de pedir a receita, que estamos em condições de divulgar; o meu norueguês culinário não é grande coisa, por isso se alguêm vir que há uma asneira grandiosa (grandiosa aqui é uma pizza), avise. E em caso de dúvida, a versão norueguesa é que é válida!






KLIPPFISKSUPPE
40 gr smør/margarin
60 gr hvetemel
1 liter fiskekraft
1 dl kremfløte
1 dl rømme 35 %
1 ss 7 % eddik
1 ss sukker
salt og hvit pepper
60 gr gulrot
60 gr purreløk
litt gressløk
150 gr utvannet klippfisk


Kok fiskekraft av bein og fiskekjøtt av klippfisk (maks 25-30 minutter). Ta ut bena og kok videre med de fire store: Purreløk, gulrot, sellerirot og løk, og reduser kraften til det halve. Smak til kraften med litt salt.

SOPA DE BACALHAU
40 gr manteiga/margarina
60 gr farinha de trigo
1 litro fiskekraft (seja lá o que isso for)
1 dl natas
1 dl creme amargo 35 %
1 colher de sopa vinagre 7 %
1 colher de sopa de açúcar
sal e pimenta branca
60 gr cenoura
60 gr alho
um pouco de cebolinho
150 gr de bacalhau seco

Cozer o fiskekraft (que aparentemenet consiste em água que foi usada para cozinhar peixe) com o bacalhau (uns 25-30 minutos). Tirar os ossos e cozinhar mais com as quatro especiarias: alho, cenoura, sellerirot e cebola, até o fiskekraft ficar reduzido a metade. Dar sabor ao preparado com um pouco de sal.




Como desde os tempos em que eu jogava Pizza Tycoon que não invento nada culinariamente, acho que vou dispensar esta nova experiência.

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sexta-feira, fevereiro 13, 2004

No entanto, não se deve criticar excessivamente o príncipe por não se ter apercebido da asneira que lhe escreveram no discurso; afinal, a embaixada portuguesa referiu-se em comunicado à responsável pelos serviços de imprensa do MNE local, a Sra. Klepsvik como Sra. Kleppfisk, sendo que klippfisk (o peixe das rochas) não é senão o nosso querido bacalhau.

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sexta-feira, fevereiro 06, 2004

Encontrei finalmente uma residência - uma subcave a dez minutos a pé do meu local de trabalho, numa zona calma e sossegada. Uma vez que o problema que consumia os meus finais de tarde (percorrer a cidade encontrando uma residência adequada) está resolvido, encontro um pouco de tempo para os meus comentários habituais.

Antes de retornar a Portugal ontem, no final da sua visita oficial às terras gélidas (onde não me encontrou porque por acaso, quando não estava a procura de casa, estava a trabalhar), o nosso querido presidente visitou ontem uma fábrica de bacalhau em Aalesund (na parte ocidental do país), tendo provado uma sopa de bacalhau que achou deliciosa.

Mas o momento alto ocorreu no jantar de gala, quando o primo Haakon (que funciona como regente enquanto o pai, que trabalha como rei e veleja nos tempos livres, está a recuperar da operação) leu um discurso que classificava Portugal de país mediterrânico, o que logo me fez lembrar o Sousa Franco quando respondeu creio que aos comentários do ministro das Finanças holandês sobre o desleixo manuelferreiraleitista das contas públicas nas terras tórridas do sul, respondeu: "Paises mediterranicos? Então não é connosco".

Se em Portugal o comentário do príncipe fez aparentemente correr pouca tinta, já aqui foi notícia de primeira página (pelo menos nos tablóides- mas se o homem torcesse uma unha era notícia na mesma), e produziu muitos sorrisos malvados na Suécia e na Dinamarca. No entanto, acho que não há motivo para ser muito duro com o príncipe (gozar um pouco está bem, mas não sejamos mauzinhos). Ao fim e ao cabo, não morreu ninguém. Não pode por exemplo ser comparado ao mentiroso do Primeiro Ministro Burroso quando disse tinha visto as provas das existência das armas inexistentes.

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