blog em português, dedicado a assuntos nórdicos
blog om Norden på portugisisk

quarta-feira, janeiro 11, 2006

O Duplo-Oriente
Dubbel-Østen

Entretanto, num caso interessante de dupla personalidade que está a levantar alguma polémica, a dirigente máxima da Esquerda Socialista, ou seja, a Francisca Louçã cá da terra, apela ao boicote dos produtos israelitas, enquanto a Ministra das Finanças usa os fundos do petróleo para investir em companhias israelitas. A verdade é que Israel não é muito bem visto por estas bandas desde o falhanço completo da infalível Mossad no assassinato de um completamente inocente empregado de mesa marroquino em Lillehammer.

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A Noruega, os EUA e um Freitas do Amaral norueguês
Noreg, USA, og ein portugisisk Kåre Willoch

Kåre Willoch é a figura mais marcante da direita norueguesa nos anos 80, e grande rival da ainda mais famosa Gro Harlem Brundtland. Tradicionalmente ainda mais pró-americano do que o habitual num dos países mais pró-americanos do planeta, Willoch surpreende actualmente muita gente com os seus discursos e artigos altamente críticos da actual administração norte-americana e da sua política externa. Como podem ver, o Freitas não está sozinho.

No século XIX, quase um quarto dos noruegueses enfiou-se num barco rumo às terras vastas do além-Atlântico, povoando extensas áreas do Midwest do então recém-formado país com cabeleiras loiras, igrejas luteranas e um estranho gosto por lutefisk Esses noruegueses integraram-se razoavelmente, esqueceram a língua, e tornaram-se tão americanos quanto outros quaisquer, ou seja, os seus descendentes não esqueceram dos montes e vales de onde eles tinham vindo, e mantiveram um afecto carinhoso e uma imagem congelada de um país onde muito mudou nos últimos cem anos. Assim, por exemplo, os únicos sítios onde se sabe cozinhar certos pratos como há cem anos ficam no Minnesotta.

Alguns desses imigrantes regressaram (vd. Hamsun, Knut), e trouxeram uma imagem simpática das vastas terras além-Atlânticas, que a participação americana na Segunda Guerra Mundial, e portanto na libertação indirecta da Noruega do jugo nazi, bem como o apoio financeiro do plano Marshall, não fizeram senão reforçar (na realidade, a única parte do país libertada militarmente foi a Finnmark, no Norte, pelo Exército Vermelho, mas há excelentes motivos para o Roosevelt e o Churchill terem estátuas em Oslo e o Estaline não).

Quanto ao actual presidente dos Estados Unidos, creio que, apesar dos seus esforços, não consegue destruir o capital de simpatia pelo seu país acumulado ao longo de quase dois séculos.

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terça-feira, setembro 13, 2005

Adeus Bondevik
[Kjell-Magne tilbake til Molde]

Bom, o suspense terminou. O bloco esquerdo tem 88 deputados contra 81 do bloco direito, o que constitui uma maioria clara, embora não avassaladora. Bondevik já anunciou a sua demissão (e pelo vistos, o seu abandono da vida política) assim que o orçamento seja aprovado, dentro de um mês, e deve ser substituido por Jens Stoltenberg, cujo partido trabalhista constitui agora claramente o maior partido do país. O que isso constitui para programadores em tempo parcial na Noruega ainda não é claro.

O que é claro é a grande subida de votos do tullebukk do Carl I. Hagen. Mesmo em países civilizados há tullebukker destes...

Por outro lado, o voto foi especialmente para os cristões-democratas (não confundir com o canalha do ex-ministro da defesa), que perderem metade dos seus deputados.

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segunda-feira, setembro 12, 2005

Eleições 2005
[Valgdag]

Hoje vota-se, e as eleições prometem ser renhidas. Conseguirá Jens Stoltenberg destronar Kjell-Magne Bondevik e ascender mais uma vez à chefia do governo? Ou conseguirá Bondevik manter-se no cargo como líder de um partido com cerca de 8% dos votos (algo comparável a ter o Ribeiro e Castro como primeiro-ministro). Não perca os resultados e os comentários mais tarde neste blogue.

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quarta-feira, novembro 17, 2004

Os países nórdicos orgulham-se, merecidamente, de estarem na vanguarda na igualdade entre homens e mulheres. Afinal, as finlandesas foram as primeiras europeias a ter o direito de voto, Gro Harlem Brundtland dominou a política norueguesa por mais de uma década, à frente de um governo que incluia mais mulheres que homens, e o nome de Vigdís Finnbogadóttir ficou famoso quando ela se tornou a primeira chefe de estado eleita do mundo. Claro que não suficientemente famoso para a maior parte dos leitores deste blogue saberem que ela foi eleita presidente da Islândia por quatro vezes.

Por isso não surpreende que o Rosenborg tenha sido merecidamente condenado por violar a Lei da Igualdade. O motivo: vedaram a uma jornalista o acesso ao balneário. Não teria havido problema se a entrada tivesse sido vedada a todos os jornalistas, mas, a partir do momento em que se permitiu a entrada de alguns jornalistas, a todos deveria ser permitida. E o Rosenborg, descriminando contra as mulheres, violou a lei.

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