blog em português, dedicado a assuntos nórdicos
blog om Norden på portugisisk

terça-feira, junho 07, 2005



Hoje é o centenário do "divórcio de veludo" original. Há cem anos, o Storting despediu o senhor Óscar Bernardotte do seu part-time como rei da Noruega, rompendo assim a quase secular união entre a Noruega e a Suécia. Hoje não é, ao contrário do que se ouve por aí, o centenário da independência da Noruega, que era para todos os efeitos um reino independente que apenas mantinha em comum com a Suécia o rei e o serviço diplomático (que aliás foi o pretexto para o rompimento da união). Mas é ainda assim um dia marcante na história do país, pois foi o dia em que a salada de arenque (ver o canto superior esquerdo acima) saiu da bandeira.

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terça-feira, outubro 19, 2004

Paternidades
Olavs far


O grande tema de falatório por cá tem sido a paternidade do rei Olavo V. O rei Olavo, como eu já disse algures, era tão popular que, se houvesse eleições para rei, receberia cerca de 101% de votos.

Pois, como é dito no último parágrafo do artigo da Wikipedia, e mais extensamente neste artigo da BBC, o rei Olavo não seria filho do rei Haakon, mas sim de um médico britânico, que teria inseminado artificialmente (ou talvez não) a então princesa Maud da Dinamarca.

Isto, como devem calcular, provocou um grande falatório inconsequente. Mas, apesar de tudo, mais vale falar disso do que das últimas palhaçadas do primeiro-ministro. Sim, porque o rei Olavo também pode ter chegado ao cargo sem eleições- mas ao menos, não era um palhaço.

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quinta-feira, julho 08, 2004

A Noruega da história
Historiens Norge

Quando regressei das terras gélidas há dois meses, comprei um livrito no aeroporto intitulado "Norges historie", do humorista Yngve Skomsvoll (o que me decidiu a comprar o livro foi uma nota na capa dizendo "incluindo 1030, 1814, 1945 e muitos outros anos"). Peço perdão pela violação do copyright, mas aqui está a tradução de um dos apêndices.

A história da Noruega de trás para a frente:

A história da Noruega de trás para a frente é a história de um país que era muito rico, até o petróleo desaparecer nos anos 60, e o país ser arrasado sob a liderança de Einar Gerhardsen, a família real ter deixado o país, e os alemães terem vindo pacificamente para a Noruega, onde tomaram armas e governaram o país como uma ditadura até partiram sob combates um tanto ou quanto intensos cinco anos mais tarde. Nos anos entre as guerras quase cem mil pessoas obtiveram subitamente emprego, e tudo foi melhorando progressivamente até à guerra mundial seguinte. Em 1905 o Parlamento decidiu entrar numa união com a Suécia, até cem anos mais tarde abolir a sua própria constituição e a Dinamarca roubar a Noruega aos suecos. Durante esse período, centenas de milhares de noruegueses vieram da América sem que ninguém entendesse donde vinham, Quatrocentos anos mais tarde, o rei da Dinamarca declarou que não mais queria governar a Noruega, e a Noruega viveu o seu primeiro tempo de grandeza desde o fim do petróleo c. 1960. Pouco depois a Noruega caiu em guerra civil, e o país foi dividido em inúmeros pequenos reinos. Os viquingues começaram a velejar para terras longínquas, onde ofereciam ouro e mercadorias aos monges e comerciantes. A América encontrou Leiv Eiriksson, e o tempo dos viquingues terminou quando eles foram levar uma data de coisas giras ao mosteiro de Lindisfarne em Inglaterra em 793. Pouco depois os noruegueses esqueceram como preparar o ferro, e tiveram que se safar só com bronze. Depois perderam também o conhecimento da preparação do bronze, e subitamente as únicas ferramentas que dispunham era de pedra, osso, corno e madeira. As únicas casas que tinham eram cavernas. Passavam os dias exclusivamente a caçar, sentados a volta de fogueiras, a limpar gravuras das pedras [as barragens polémicas não são um exclusivo português – N.T.], e a ter relações sexuais na caverna ou ao ar livre. Os noruegueses nunca tinham sido tão felizes, por isso continuaram assim durante cerca de 8000 anos, até todos os noruegueses terem morrido, excepto uma família, que parece ter achado que começava a ficar muito frio e por isso deixou a Noruega para buscar a sua sorte na Alemanha. Pouco depois a última rena também abandonou o país, que ficou coberto de uma camada de gelo de várias centenas de metros que achatou a terra debaixo de si. E assim ficou a Noruega congelada durante muitos, muitos milénios.

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quinta-feira, dezembro 11, 2003

E como eu tinha prometido, alguns comentários sobre o paganismo escandinavo na época viquingue, que tanto inspiraram famosos escritores ingleses.

As lendas que cercam a mitologia nórdica são inúmeras, e davam para vários livros, que felizmente já foram escritos. Aliás, é devido a alguns desses livros (escritos na Islândia já depois da cristianização das terras gélidas, uma vez que, aparte as runas, pouco se escrevia no tempo dos viquingues) que temos uma noção mais detalhada da sangrenta mitologia do Norte.

A mitologia das terras gélidas englobava deuses, anões, duendes (ou elfos) - o que vos deve fazer lembrar alguma coisa.
Para os nórdicos, o universo era um gigantesco freixo, Yggdrasil, onde ficavam a residência dos deuses, o Asgård, e a dos homens, o Midgård, que por mera coincidência se pode traduzir como Terra Média, além de outros mundos para outros seres sortidos.
Entre os deuses mais famosos, encontravam-se o Odin (o do trovão, e pai deles todos), o Thor (o do martelo) e a Freya (a da fertilidade).

Alegadamente, os guerreiros tombados gloriosamente em batalha passavam para o Vallhalla, onde passavam os dias a enfrascar (tradição ainda seguida) e na pancadaria sanguinária (tradição que caiu em desuso), acordando no dia seguinte prontos para a nova batalha, e assim sucessivamente até à batalha final - Ragnarök - onde o mundo seria destruído. Os que morriam de velhice ou doença desciam ao Helgarð, o inferno, que ao contrário de outros infernos era ainda mais gélido que as terras gélidas.

A religião é oficialmente reconhecida nalgumas das terras gélidas, embora a percentagem de humoristas entre os seus aderentes pareça ser elevada.

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terça-feira, dezembro 09, 2003

E, para mostrar a popularidade do meu blogue, nada como ninguém ter reparado na minha gaffe, ao ter escrito que o grande campeão do protestantismo Gustavo Vasa tinha morrido numa batalha contra os malvados protestantes. Obviamente, deve ler-se pérfidos católicos.

Ainda falando de reis, devem-se lembrar de eu ter dito que o rei Olavo V era muito popular por uma vez ter andado de electrico. Embora seja verdade, correm boatos que ele não pagou o bilhete.

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A fé e a espada
[Tro og sverdet]

Será talvez uma boa altura para falar de religião nas terras gélidas do norte.

Os viquingues, claro, eram pagãos. A mitologia nórdica merece um artigo por si próprio, que escreverei um dia destes.

Como já referi noutro post, Santo Olavo foi o grande responsável pela expansão do Cristianismo, versão Católica Romana, e pela redução do número de pagãos no país pelo uso exaustivo da espada. Viria a ser canonizado, o seu túmulo em Trondheim constituindo a versão nórdica de Santiago de Compostela.

A versão luterana do cristianismo foi introduzida mais tarde, em 1536, com a Reforma, de uma maneira essencialmente política - o rei da Dinamarca, que na altura incluia a Noruega, achou que seria lucrativo pilhar a propriedade que a Igreja tinha pilhado ao longo dos anos, e de que qualquer modo uma igreja do qual ele era chefe era menos problemática do que uma igreja cujo chefe era um italiano metediço.

Sendo assim, 90% dos noruegueses são nominalmente protestantes, e a Igreja Norueguesa é a igreja de estado (Artigo §2 da Constituição), os seus aderantes são constitucionalmente obrigados a criar os seus rebentos na mesma, e os jesuítas e judeus estão proíbidos de entrar no país (bom, essas partes já foram revogadas). No entanto, com a progressiva secularização da sociedade, diz-se que o norueguês típico só vai à Igreja em média três vezes na vida (baptizado, confirmação e casamento), e uma quarta pouco depois dela. E em duas dessas, vai levado (alguns argumentam que também é o caso no casamento).

Um dos aspectos curiosos é que, segundo a Constituição pelo menos metade do governo deve ser aderante da Igreja de estado - o que, se não é problema com governos de direita, faz com que cada vez que os trabalhistas chegam ao governo vários dos potenciais ministros tenham que aldrabar a sua consciência e reinscrever-se à pressa para o governo ser legal.

Por um daqueles azares, não só moro perto da Kirkeveien - a Avenida da Igreja - como ainda por cima, moro perto da igreja que dá nome à rua, e cujos sinos tradicionalmente me perturbam o sono matinal de domingo.

Os sinos foram a causa do pedido da Comunidade Islâmica de Oslo - e lembremo-nos que dez por cento da população da cidade é muçulmana - para poder berrar a chamada à oração das sextas-feiras do minarete da mesquita central - o que foi autorizado, desde que não exceda um número ridículamente baixo de decibeis.
Isso foi usado como precedente pela Associação dos Pagãos, que teoricamente acreditam no Thor e no Odin, mas que na prática não passam de um bando de ateus com sentido de humor, que pediu para poder berrar do alto do telhado de um dos seus membros que deus não existe, não há salvação, e a responsabilidade é nossa- o que foi concedido. O que foi usado como precedente por um grupo evangélico para berrar exactamente o contrário - o que também foi concedido.
Para completar o ramalhete, claro que existe também a Igreja Católica, quanto mais não seja pelo número razoável de imigrantes da América Latina e do Vietname.

Quanto a mim, já pensei em aderir a Associação Humano-Ética. Mas os pagãos tem os melhores slogans.

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quinta-feira, dezembro 04, 2003

Reis e rainhas nórdicos II
[Nordiske konger og dronninger II]

Segundo episódio da série dedicada às cabeças coroadas das terras gélidas.

No meio da confusão gerada pelas guerras napoleónicas, a Dinamarca aliou-se à França alegadamente por não ter apreciado o serviço da marinha inglesa violando-lhe a neutralidade, destruindo-lhe a frota e bombardeando Copenhaga. Foi uma má escolha, e isso levou à perda da Noruega. O Príncipe herdeiro, Cristiano Frederico (devem-se lembrar que os reis da Dinamarca chamam-se alternadamente Cristiano e Frederico - e se não sabem que actualmente é uma rainha, estais mesmo mal informados), o príncipe herdeiro, dizia eu, autoproclama-se rei da Noruega. Foi aceite pelo Parlamento (ou seja, meia dúzia de burgueses que se autoproclamaram representantes da nação), mas reinou durante escassos meses, pois o seu reinado foi perturbado por outra personagem histórica.

Carlos III João (XIV para os suecos), filho de um modesto advogado de Pau (no sul de França), seguiu a carreira militar, e aproveitando as oportunidades da época napoleónica, chegou a marechal do dito Napoleão. Aos 47 anos, foi adoptado pelo rei da Suécia, e tornando-se num caso de imigrante de primeira geração com sucesso, chega a chefe de estado sem sequer saber falar a língua do dito estado. Convence convincentemente os noruegueses que é melhor deixarem-lhe acumular o cargo com o de rei da Noruega, pois sempre era melhor deixá-lo ser rei do que levar no corpo e ainda assim tê-lo como rei.

Haakon VII customava-se chamar Cristiano antes de ser eleito plebescitariamente rei da Noruega em 1905, porque os noruegueses estavam fartos de ter um rei estrangeiro a tempo parcial. Por isso trocaram-no por outro rei estrangeiro, mas a tempo inteiro. Por isso, Cristiano trocou de nome, aprendeu a esquiar, e tornou-se símbolo da resistência quando os malvados porcos nazis invadiram o país em 1940.

O seu filho Olavo V, que se chamava Alexandre quando nasceu, veio para estas terras gélidas com dois anos, e sucedeu ao pai em 1957. Viria a tornar-se imensamente popular porque uma vez andou de eléctrico. Alegadamente, um postal muito popular há uns anos mostrava-o a fazer festas a um gatinho, sob o olhar do chefe de estado estrangeiro que por acaso visitava o país. Um tal Ramalho Eanes.
Quanto ao seu neto, Harald V, reside actualmente no Palácio Real (embora neste momento esteja internado no Hospital Nacional do outro lado da rua, pois vai ser operado na segunda: desejos sinceros de rápida recuparação deste republicano inveterado).

Algumas palavras sobre monarcas das outras terras gélidas, que não reinaram nestas:

Cristina da Suécia, a única rainha da história do país. Filha do grande campeão do protestantismo, Gustavo Vasa (cargo que acumulava com o de ministro da defesa), caído em batalha contra os malvados protestantes. Provando que quem sai aos seus não degenera é uma grande treta, converteu-se ao catolicismo e renunciou ao trono. Embora o filme com a Greta Garbo indique que o motivo terá sido uma paixão pelo embaixador espanhol, isso é pouco provável, levando em conta os rumores acerca das preferencias sexuais da majestade. Daí ser bastante famosa, como exemplo de pergunta traiçoeira, "com quem se casou a rainha Cristina da Suécia". Resposta: com ninguém.

Carlos XII já foi referido noutro artigo, como exemplo de rei (cargo que acumulava com o de ministro da defesa) traiçoramente tombado no campo de batalha.

Urho Kekkonen, embora não fosse rei, parecia-o, tendo exercido o cargo de Presidente da República Finlandesa durante 25 anos, com recurso a intriga da mais alta qualidade, conseguindo inclusivé que a União Soviética o apoiasse - por vezes de maneira pouca discreta- apesar de ser o protótipo de político burguês que seria dos primeiros contra a parede quando a revolução chegasse. A Finlândia era à época conhecida informalmente como Kekkoslovakia, o que leva mais a supor que Kekonnen seria mais o sobrevivente que Estaline customava deixar para mostrar que, como dizia a camarada Odete, não era tão mau tipo quanto isso.

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quarta-feira, dezembro 03, 2003

Reis e rainhas nórdicos
[Nordiske konger og dronninger]

Aparentemente, o Haakon Magnus, que é filho do rei ou coisa parecida, não vai poder gozar o mês de licença de paternidade habitual quando o seu primeiro rebento nascer em Janeiro, pois estará muito ocupado a ser regente devido à doença do senhor Haraldo.
Não vou entrar em pormenores sobre a família real, pois há inúmeras revistas em Portugal que farão o serviço melhor que eu. Aproveito no entanto a oportunidade para falar de alguns reis notáveis da história das terras gélidas.

Ao contrário dos reis medievais portugueses que tinham cognomes como «Conquistador» ou «Povoador», os reis da Noruega na idade dourada dos viquingues tinham nomes mais apelativos - tais como o Harald Hårfagre (da bela cabeleira, por ter segundo a lenda prometido não a cortar enquanto não fosse o único rei da Noruega, e cuja rua é ao lado da minha), o seu filho Erik Blodøks (machado sangrento, sem explicações necessárias), Harald Blåtann (dente azul) ou Svein Tjugeskjegg (barba bifurcada). Falar de rei da Noruega é no entanto um pouco anacrónico pois o paí­s estava dividido e vários reininhos, o que dava um significado algo violento à cultura de campanário.

Olav II Haraldsson (995-1030), Santo Olavo, patrono da Noruega foi canonizado pela Igreja Católica pelos seus serviços à fé cristã, nomeadamente massacrando de maneira um pouco sanguinária os pagãos. A sua popularidade póstuma parece estar às avessas com a impopularidade em vida, tendo tombado em batalha (eram os tempos em que os chefes de estado e os seus ministros da defesa também morriam nas guerras que organizavam).

Harald III (1015-1066) participou nessa batalha, escapuliu das terras gélidas para salvar a sua pele, lutando ao serviço do Império Bizantino no que é agora a Bulgária (cujas praias do Mar Negro são mais quentinhas), para mais tarde regressar, derrotar os seus oponentes, tentar a conquista de Inglaterra, e ser, como o Manchester United, derrotado em Stamford Bridge, numa batalha que lhe custou a vida.

Através de algum processo sucessório que nem eu compreendo muito bem, o trono da Noruega seguiu para mãos dinamarquesas, Margarida I (1353-1412), rainha da Dinamarca, da Suécia e da Noruega, provou no seu tempo que uma mulher conseguia ser uma intriguista tão boa como qualquer homem, conseguindo manobrar a união os três reinos durante o seu reinado sob a sua autoridade. A incompetência de Cristiano II levou à perda da Suécia, mas a Noruega ficaria unida à Dinamarca durante mais de 500 anos.

Dos reis da Dinarmarca que também o foram da Noruega (e cujo nome alternava entre Frederico e Cristiano), a personagem mais marcante foi talvez Cristiano IV, o tal que achou que Oslo não soava bem e que Cristiânia era melhor para o turismo. O rei era, ao contrário da maioria da sua dinastia, visita assí­duas nas terras ainda mais gélidas.

No próximo programa, vamos falar sobre outros monarcas marcantes destas terras gélidas.

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domingo, novembro 09, 2003

Um dos programas mais fascinantes do Herman (Lindqvist) versou sobre a morte violenta mais famosa das história dos países nórdicos: a do rei da Suécia Karl XII, ainda discutida apesar ter acontecido há mais de trezentos anos.

Numa época em que os reis se mantinham prudentemente longe do campo de batalha, Carlos XII era o prótotipo do rei que não tinha medo de sujar as mãos numa boa refrega, envolvendo o seu país em guerras contínuas durante o seu reinado, e sendo espectacularmente derrotado por Pedro o Grande na famossísima batalha de Poltava, na Ucrânia, que marcou o ínicio a ascenção inexorável da Rússia como potência continental.
Não contente com isso e com a perda do estuário do rio Neva, onde mais tarde seria fundada São Petersburgo [cidade honoriamente pertencente às terras gélidas do Norte], Carlos XII regressou da Turquia, para onde tinha escapulido após Poltava, para imediatamente envolver a Suécia numa guerra contra a Dinamarca, reino do qual a Noruega fazia à época parte. Durante o cerco da fortaleza norueguesa em Fredrikshald (actualmente Halden), Carlos XII cai atingido por uma bala - mas teria sido o rei atingido por um soldado norueguês com uma espectacular pontaria, que num brilhante golpe de sorte abateu o comandante supremo do exército inimigo? Ou mais prosaicamente teria um soldado sueco que estava farto de andar metido em confrontos violentos e queria simplesmente ir para casa ter com a família espetado uma bala nas costas do rei?

Trezentos anos depois, a dúvida persiste...

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